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terça-feira, 12 de agosto de 2014


   O misterioso mundo dos buracos negros


     Em nossa galáxia existem bilhões de estrelas, quando calculamos a massa da galáxia para a região interna à órbita do Sol chegamos a um valor de 110 bilhões de massas solares, o que não é toda a massa da galáxia, pois o Sol ocupa uma posição aproximadamente à 30 mil anos-luz do centro da via láctea, que possui 100 mil anos-luz de  diâmetro (ano-luz é uma unidade de distância e não de tempo como o nome pode sugerir, um ano-luz equivale à distância percorrida em um ano pela luz, se arredondamos a velocidade da luz no vácuo para 300 mil km/s, o ano luz equivale a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros). 
     No centro da galáxia, há um buraco negro supermassivo chamado Sagitário A* que possui uma massa 4 milhões de vezes maior que a massa do Sol. Um buraco negro, é  um corpo extremamente compacto, o mais compacto de todo o universo, que tem em suas proximidades ("proximidades" é uma distância que depende da massa do buraco negro) uma ação gravitacional tão forte que sequer a luz pode escapar. Os buracos negros possuem uma região chamada "horizonte de eventos", onde diria Stephen Hawking, não se pode obter nenhuma informação do buraco negro, ou seja, qualquer fenômeno que ocorra a partir do horizonte de eventos do buraco negro é completamente desconhecido dos cientistas da Terra.
 
       Os buracos negros não podem ser vistos diretamente, consequência de  a luz não poder escapar do seu horizonte de eventos; sabemos que eles existem por meio de ação indireta, tragando massa de um corpo em sua vizinhança, por exemplo. Os buracos negros são formados a partir de estrelas muito massivas que ao entrarem em colapso gravitacional se comprimem passando por diferentes fases, até culminar em um buraco negro. 
       Um buraco negro para estar ativo, precisa constantemente estar tragando matéria e muita matéria, o que não acontece com o buraco negro supermassivo  do centro da galáxia. Se o Sol possuísse massa suficiente para se tornar um buraco negro, seu raio passaria de 700 mil quilômetros, para 3 quilômetros e esse seria seu 'campo' de interação para tragar massa de outros corpos do espaço. Todas as galáxias possuem buracos negros supermassivos em seus centros e aquelas em que esses buracos negros são ativos (definição: estão reunindo matéria em um disco ao seu redor e tragando essa matéria) recebem o nome de Galáxias com núcleo ativo, ou apenas galáxias ativas, em inglês, AGN (Active Galactic Nuclei). A classe mais "famosa" de galáxias ativas é a classe dos Quasares, que são galáxias nas quais a luminosidade emitida pela região nuclear excede em 100 vezes a luminosidade de todas as estrelas da galáxia juntas. A região nuclear emite luminosidade porque a interação do buraco negro é tão intensa que acaba fornecendo muita energia cinética para as partículas que fazem parte da matéria que fica em um disco em torno do buraco negro e como essa matéria não está no horizonte de eventos, os fótons podem escapar do núcleo em jatos muito intensos. 
     
 De tanta coisa para falar sobre os buracos negros, esse é o breve apanhado que fiz, para ampliar seu conhecimento do assunto acesse Buracos Negros.  Toda a terça teremos postagens tratando de algum assunto relacionado à Ciência no blog!

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