Ciência: Ebola
O vírus Ebola, causador da febre hemorrágica Ebola (FHE), tem esse nome devido ao primeiro surto de infecções conhecido ter acontecido na República democrática do Congo (antigo Zaire) nas proximidades do rio Ebola.
É considerado por muitos o causador da pior patologia conhecida pelo homem, pois, segundo um quadro divulgado pela OMS (organização mundial da Saúde), não mata menos do que 56% dos infectados e em alguns casos matou entre 80% e 90% dos infectados. Houveram surtos do vírus em 1976, 1977, 1979, no decorrer dos anos 90, em 2001, 2002, 2003, 2007, 2012 e agora em 2014, todos ocorreram no continente africano e até onde se sabe nunca houve caso de contagio fora do continente. Acreditou-se no passado que os macacos eram seu reservatório natural, mas hoje já se descarta essa possibilidade, visto que muitos já morreram devido ao Ebola, segundo a OMS, o mais provável reservatório natural são os morcegos frugívoros da África que se alimentam de frutas que depois servem como alimento para outros animais que assim são infectados pelo vírus.
A taxa alta de óbitos, se deve a muitos fatores, os mais óbvios são que esse vírus ainda não possui cura, não possui vacina e não possui tratamento alternativo eficaz. Outro motivo vem a ser a falta de confiança da população nos médicos, em 2003, por exemplo, uma parcela considerável da população do Congo acreditava que a enfermidade fosse causada por magia ou que os médicos estavam levando os pacientes para o hospital para matá-los e assim os infectados ficavam escondidos em suas casas, contagiando seus familiares. Alguns remédios estão sendo testados, até mesmo em humanos, com o seu consentimento, sem terem passados por testes criteriosos anteriores, a justificativa para isso, é que na maioria dos casos, o paciente irá optar entre um tratamento duvidoso ou a morte.
O vírus é transmitido através de contato físico com alguém que tenha adquirido a patologia (contato com lágrimas, suor, sangue e saliva, por exemplo) e uma vez estabelecido esse contato o vírus é bastante eficaz em sua penetração no organismo hospedeiro. O vírus pode se manter no corpo do organismo hospedeiro mesmo depois do óbito, sendo esse um foco de transmissão em alguns países da África, como no Congo, onde é hábito os parentes de uma pessoa morta lavarem todo o seu corpo minuciosamente para depois enterrá-lo.
Os especialistas dizem que não há perigo de pandemia, pois a higiene pode diminuir bastante as chances de contrair o vírus, remetendo ao fato de que nos lugares onde houve surto de infecções do vírus, não há no geral água potável a disposição da população para higiene ou eletricidade. Mas na verdade, o que pode impedir a pandemia é o desenvolvimento de vacinas e/ou tratamentos específicos e um controle e preparo por parte de funcionários dos aeroportos para identificar pessoas infectadas (o período de incubação do vírus pode chegar a 21 dias) e não é um caso de temer um engano, qualquer suspeita, alguma atitude deve ser tomada para isolar o paciente. Para informações mais detalhadas e rigorosas, disponibilizamos as referências.