A 5PRAStANtAS é uma das bandas que está na luta no cenário do rock independente brasileiro, com 8 anos de banda e um disco lançado (Outra Frequência-2011), os músicos se preparam para lançar amanha um novo single para a galera, single que pode ser o primeiro de uma série de singles, formando um possível EP ao final. Hoje conversei com Caio Bars, vocalista da banda, veja só o que ele tem a dizer sobre a banda em sua trajetória, confira!
-Como surgiu o nome 5PRAStANtAS?
O nome surgiu em uma reunião na casa dos pais do Thiago
Lecussan (na época todos ainda moravam com os pais) e foi o último dos nomes
que inventamos aquela madrugada. Como já era muito tarde, decidimos deixar esse
mesmo e pensar em outro melhor depois. E nunca pensamos.
-Em sua opinião, é difícil viver do rock no Brasil, com essa
onda supermassiva de Sertanejo Universitário e Funk que vem ocorrendo?
Não é que eu acho que seja difícil, acho que anda
praticamente impossível. Mas não por culpa dos outros estilos musicais. Acho
que o maior culpado é o próprio público do rock que não sai mais para ver shows
de bandas novas e não compra mais músicas novas. O público roqueiro hoje se
manifesta muito na internet, mas quase nada na vida real. É muito
"curtir" e "compartilhar" e pouco ingresso pago e músicas
compradas. Assim fica realmente impossível "viver do rock" no país. É
por isso que pouquíssimas bandas novas duram muito tempo.
-Amanha será lançado um novo single da banda, o que o fãs
podem esperar desse novo single? Já pode dizer o nome?
Podem esperar uma paulada no ouvido! Esse novo single (a
primeira gravação oficial desde o álbum Outra Frequência) é uma das canções
mais pesadas da banda. Outra curiosidade bacana sobre o single (que não vou
revelar o nome) é que é a primeira gravação oficial da 5Pt com o Gabriel
Kanazawa nos teclados.
-A 5PRAStANtAS é uma banda que já tem vários anos de
estrada, o quê que mudou desde o início até os dias de hoje, tanto
musicalmente, como pessoalmente?
Quando começamos éramos realmente muito novos. Hoje em dia
estamos naturalmente mais experientes e maduros. Porém, acho que as mudanças
mais significativas tenham acontecido mesmo nos últimos dois anos; entre elas
uma abertura maior de mentalidade musical e a profissionalização cada vez maior
da parte burocrática da banda, item importantíssimo em tempos de independência.
-Como você definiria o som da banda hoje?
Essa questão de rótulo prefiro deixar para a imprensa! Somos
roqueiros.
-Em algum momento vocês já pensaram em desistir? Por quê?
Talvez já tenha passado pela cabeça de todos essa ideia, mas
nunca conversamos entre nós esse assunto. Acho que nunca houve um motivo para
desistirmos, sempre fomos em frente, mesmo quando membros antigos deixaram a
banda.
-O álbum Outra Frequência foi lançado no ano de 2011, três
anos já se passaram, já existe algum projeto de um segundo álbum para logo?
Realmente já estava na hora de lançarmos novidades. A
questão é que a gestão independente de uma banda não é uma coisa que se aprende
da noite para o dia. Além disso, o álbum Outra Frequência ainda continua
gerando frutos. Clichê dos 90 entrou ano passado na 89FM e o clipe dela vai
começar a rodar esse ano nas demais emissoras de TV que tem conteúdo musical
(na MTV já rola desde o ano passado).
Nossa ideia é lançar alguns singles esse ano e, quem sabe,
compilar todos eles em um EP no ano que vem. O primeiro sai amanhã e já estamos
iniciando a gravação do próximo.
-Quais são as influências do som de vocês?
Acho que todas as vertentes do rock acabam influenciando
nosso som. Individualmente somos ecléticos, mas sempre permeamos estilos próximos
ao rock; desde o metal, o blues, o pop e até a mpb.
-Vocês têm um ótimo relacionamento com os fãs, isso sempre
foi uma prioridade?
Sempre foi. Sem fãs não tem banda, não tem show, não tem
rock. Não tem nada. Nós temos os melhores fãs do rock nacional, pode ter
certeza. Talvez não tenhamos a maior quantidade de fãs, mas certamente temos a
melhor qualidade!!
-Quando vocês perceberam, “Agora somos uma banda”? Teve
algum fato especial que consolidou a banda?
Acho que não teve um fato especial, mas muitos pequenos
fatos... como quando surgiram os primeiros fãs que ninguém conhecia, ou seja,
não eram amigos de nenhum integrante da banda. Um dos momentos que ajudaram
também foi ganharmos o Manifesto Rock Fest tocando músicas autorais.
-Um recado para os fãs:
Não somos nada sem vocês. Vamos trazer essa nossa união
virtual para o presencial. Queremos ver mais de vocês nos shows!! Afinal, rock
é coisa de pele, de sangue quente.
Agradeço imensamente ao Caio, por me conceder esta entrevista, desejo a vocês muito sucesso!
Para quem não conhece a banda, clique Aqui e assista ao clipe de "Clichê dos 90".
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